| Einar Haugen |
A 'ecologia linguística', ou simplesmente 'ecolinguística' foi idealizada pelo linguísta estadunidense de origem norueguesa Einar Haugen (1906-1994). A ecologia linguística para Haugen (segundo Fill & Muhlhausler, 2001 The Ecolinguistics Reader) "...estuda as interrelações entre as línguas tanto em relação à mente humana quanto em relação a comunidades multi-linguísticas" (p. 1). Haugen é autor do livro "The Ecology of Language" (1972), uma coletânea de artigos abrangendo o período de produção do autor entre 1938-1972. Temas como bilingualismo, imigração norueguesa nos Estados Unidos e problemas de contato e política linguística, planejamento e empréstimo linguístico são tratados nos artigos do volume. A ecologia linguística é pensada hoje a partir de uma variada gama de contextos. O Ecolinguístic Reader, por exemplo, organiza 30 anos de investigação sob os títulos: "The Roots of Ecolinguistics"; "Ecology as Metaphor"; "Language and Environment" e "Critical Ecolinguistics". Estão reunidos na coletânea autores como Edward Sapir, George Steiner, Einar Haugen, William Mackey, Harald Weinrich, Roy Harris, Michael Halliday entre outros. O volume funciona como uma referência e um ponto de partida organizado sobre os fundamentos e os direcionamentos da ecologia linguística.
Além deste Reader uma série de outras publicações estão disponíveis sobre o assunto. Listas de referências sobre os assuntos tratado pela ecologia linguística podem ser econtradas nos seguintes endereços:
É bastante oportuno que esta área da linguística receba atenção também aqui no Brasil. A ecologia linguística possui o caráter epistemológico de um programa de pesquisa, dentro do qual várias teorias são desenvolvidas concomitantemente. Ela é mais um ramo dos estudos linguísticos a ser considerado por uma filosofia da linguística.
Se tiveres algum livro dos linguistas mencionados, gostaria que me emprestasse.
ResponderExcluirComo seria o conceito de "eco" relacionado a linguística? "Eco" está distante das naturalizações? Seria um "eco" multicultural?
O que identifiquei foram os termos "bilingualismo" e "migração", talvez daí consiga entender um pouco mais do que seria uma política ecologista para um ponto de vista crítico sobre linguística e epistemologia. Imagino uma ótica panorâmica sobre os objetos de estudo, onde prevalesçam as relações humanas, a saúde coletiva e ambiental.
Infelizmente não tenho nenhuma referência sobre ecologia linguística em português ou espanhol. Em inglês, só o que consegui achar na internet. Mas vejo que já existe alguma coisa sendo feita naquelas duas línguas, olha só:
ResponderExcluirhttp://www.editoracontexto.com.br/produtos.asp?cod=410
http://www.casadellibro.com/libro-ecologia-linguistica-i-desaparicio-de-les-llengues/2900001192315/pt_pt
http://www.thesaurus.com.br/livro/1570/ecolinguistica-estudo-das-relacoes-entre-lingua-e-meio-ambiente
Esse autor brasileiro dos livros sobre ecologia linguística, Hildo Honório do Couto, é professor da UnB. Ele tbm participa desse dossiê da ComCiência sobre linguagens:
ResponderExcluirhttp://www.comciencia.br/reportagens/framereport.htm
Acho curioso como muitas vezes temos acesso imediato a certas fontes estrangeiras, principalmente em língua inglesa (daqueles que dominam o mercado editorial mundial das idéias) em detrimento daquelas fontes que são produzidas pelos nossos colegas. Mas tudo isso precisa ser posto em perspectiva. Muitas vezes a produção interna do conhecimento, além de mal divulgada, é apenas uma "mastigação" daquelas fontes estrangeiras (sem nenhum xenofobismo pretendido, aqui). Não parece ser o caso desse prof. da UnB.