Em meio ao trabalho de escrever um primeiro rascunho de algumas partes da tese, topo com questões interessantes, em se tratando de debates na história da linguística, como este, o debate sobre a comunicação animal emuma matéria publicada no número 85 (mar. 2003) da revista "Pesquisa" (Fapesp):
| Capa da revista com chamada curiosa |
Este não é um tema morto, ou esquecido, pelo contrário, há diversas publicações sobre o assunto, e esa polemica se expande e se estende ligando-se a outros debates, evolução e origem da língua, etc.
O que quero chamar a atenção é para o fato de que este assunto também interessa à linguística; ou para um ponto de vista linguístico. Na matéria mencionada aparecem linguistas e suas opiniões. Já vi outros blogs de linguistica mencionando esta questão e parecendo assumir uma postura por um dos lados do debate: aquele que diz que os animais não falam "como os humanos" (implicito aqui a exclusão do conjunto humano, do conjunto dos animais).
Bom, fica aqui registrado mais um dos episódios polêmicos na história da linguística (historiografia da linguistica) que serve para analisar a mudança conceitual, de um ponto de vista da filosofia da linguistica (fundamentos, metodologia). Falar em filosofia da linguística não é apenas introduzir o uso de um termo novo para substituir outro com o mesmo significado. Esta é outra questão relevante no estudo dos fundamentos da linguística.