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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Agradecimentos


A Clara Dornelles (linguista aplicada e professora dedicada, além de minha companheira, parceira e interlocutora preferida durante todos esses anos); à Professora Marli Borges (minha mãe, aquela que me introduziu nas primeiras letras e a quem dedico este trabalho); a Claudia Borges de Faveri (professora, linguista, literata e tradutora, além de minha irmã, que tantas vezes se dispôs, como sempre, a me ouvir, em minha impaciência); a Sarita Borges de Faveri (professora, bióloga, além de minha irmã, a quem frequentemente também me ouviu nas minhas tentativas de impor o relativismo linguístico à biologia. Gostaria ainda de poder agradecer ao meu pai, a quem não sou de todo ingrato.

A José Borges Neto, meu orientador e quem me introduziu na teoria das controvérsias e me apresentou à obra de Marcelo Dascal, pela paciente sutileza com que me conduziu neste processo (além do possível interesse inconfessável, porém muitas vezes demonstrado, neste meu trabalho); ao próprio Marcelo Dascal, pelo seu interesse inquebrantável, paciência e impaciência, gentileza, generosidade, amizade, além de ter me recebido e introduzido incondicionalmente em seu vasto grupo de relações e de trabalho na Universidade de Tel Aviv e em todo o mundo; a Anna Carolina Regner, que me recebeu em seu grupo de pesquisa em controvérsias, me apoiou e incentivou a prosseguir com o trabalho, e pela leitura detalhada da primeira versão deste texto durante o processo de qualificação; a todo o pessoal da UFPR, especialmente ao Programa de Pós-Graduação em Letras, com quem travei relações durante estes anos, pela paciência em me aceitar como um legal alien e por todo o apoio concedido.
Suponho que eu devesse agradecer à CAPES e ao CNPQ que financiaram não só este meu período de doutorado, mas toda minha formação acadêmica. Apesar de me sentir grato por ter tido esta oportunidade, acredito que estes órgãos não fizeram mais do que a sua obrigação com a educação no país. Também sou grato pela oportunidade de ter um emprego como professor em uma universidade federal, na Unipampa, o que me parece um resultado condizente com o investimento que recebi. Agora tenho a oportunidade de retribuir o investimento e de dar continuidade à tarefa educacional a que me referi acima.
Agradeço ainda a todos aqueles, amigos e conhecidos, em Florianópolis, em Curitiba, em Tel Aviv, em Porto Alegre e aqui em Bagé, que participaram direta ou indiretamente deste processo que me ocupou durante vários anos, contribuindo com sugestões e opiniões de toda natureza, além do apoio, impossível de nomeá-los por completo. A todos, muito obrigado.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Bom, aqui estamos

Há quatro dias da defesa, aqui estou em Bauru/SP participando do GEL. Voltei a reencontrar com o Marcelo (Dascal). A conferência de abertura dele, sobre a pragmática, não poderia ser melhor caracterizada do que se fosse classificada de dascaliana. Na platéia, uns gostam (acham ele engraçado), outros não gostam (acham ele arrogante), e aqueles que tem a paciência para não gostar nem desgostar, procuram entendê-lo de modo crítico. Este é o meu caso. Pratico a paciência de aprender a ouví-lo, e ele diz muita coisa relevante. Não é um linguísta comum, nem um filósofo comum. Uma das coisas que mais gosto no que ele diz é seu aspecto anti-dogmático, de desfazedor de certezas.

Aqui em Bauru, tbm tive a oportunidade de conhecer pessoas de outras universidades, principalmente paulistas. De São Carlos conheci o Prof. Baronas, que organiza a revista "Linguasagens", muito bem organizada e cheia de informações e novidades. Confesso que é uma visão da linguística que não tinha contato fazia um tempinho, a dos saussureanos. Encontrei na Linguasagens dois artigos tratando de uma certa filosofia da linguística saussureana: Signori & Baronas "Filosofia da Linguística: Três Saussure(s)?" e Oliveira "A filosofia da linguística e a crise no paradigma científico: Contribuições saussurianas e bakhtianas". Em uma ocasião seguinte, farei alguns comentários à perspectiva de 'filosofia da linguística' que estes autores elaboram em seus artigos.

terça-feira, 24 de maio de 2011

The three theses about the controversies

1. "Controversies are indispensable for the formation, evolution, and evaluation of (scientific) theories and practices, because it is through them that the essential role of criticism --in engendering, improving, and controlling the 'well-formedness' and 'empirical content' that grant 'objectivity' to scientific theories and practices-- is performed".

[As controvérsias são indispensáveis para a formação (constituição), evolução (desenvolvimento) e avaliação das teorias e práticas (científicas), pois é através das controvérsias que é realizado o papel fundamental da crítica, a saber, a criação, aperfeiçoamento e controle da  relação entre a 'consistência formal (descritiva e explicativa) e o conteúdo empírico' (well-formedness and empirical content) a qual garante a 'objetividade' para a teoria e prática científicas.]


2. "The rigorous study of controversies is an indispensable means for providing an adequate description of the evolution of scientific ideas and for the understanding of their meaning. For controversies are, in fact, the natural 'dialogical context' where theories are elaborated and where their meaning progressively crystallizes through the challenge of actual objections".


[O estudo detalhado das controvérsias é um dos meios indispensáveis para o fornecimento de uma descrição e compreensão (interpretação) adequadas da evolução (desenvolvimento) das idéias (teorias e práticas) científicas. Pois as controvérsias constituem, de fato, o 'contexto dialógico' em que estas teorias são elaboradas e no qual o significados destas teorias progressivamente se cristalizam, através do confronto de idéias --entre proposições e objeções.]

3. "Once started, a controversy has no a priori limits as to where it will stop in its questioning of entrenched beliefs, concepts, methods, modes of interpretation, data, criteria of relevance, norms of formulation, acceptance and rejection of hypotheses, and other components of the scientific enterprise. Nor does it ensure that a 'solution' for the problem(s) it addresses will be found. Such an unrestricted questioning and problem handling may lead to a situation of radical openness in a given field, which in turn creates conditions that are favorable --and perhaps essential--  for the emergence of radical innovation".
[Uma vez iniciada, uma controvérsia não possui a priori limitações sobre o ponto em que concluirá seus questionamentos a respeito das crenças, conceitos, métodos, modos de interpretação, dados, critérios de determinação de relevância, normas de formulação, aceitação ou rejeição de hipóteses e de outros componentes da atividade científica. Muito menos é garantido que será encontrada uma 'solução' para os problemas dos quais ela trata. Este modo irrestrito de questionamento e tratamento de problemas pode levar a uma situação de abertura radical em um determinado campo de investigação, o qual, por sua vez, possibilita o estabelecimento de condições favoráveis --e, talvez, essenciais-- para o surgimento de inovações radicais em relação ao campo de investigação.]


Acima, temos a versão mais recente (Dascal, 2010) das três teses fundamentais sobre a natureza e função das controvérsias.



sábado, 7 de maio de 2011

Da irredutibilidade da química à física: uma questão controversa

Mesmo sendo este blog voltado principalmente para questões controversas na linguística, abro aqui espaço para uma consideração sobre uma questão que fomentou um pequeno debate entre mim e dois amigos meus, um deles físico e o outro químico, a respeito da dependência e redutibilidade dos fundamentos da química aos pressupostos da física. Na ocasião, há alguns meses atrás, estávamos na casa de um deles em uma apresentação de algumas idéias em um grupo de estudos para o qual fui convidado participar naquela ocasião específica. Alguns modelos físicos estavam sendo apresentados por um dos orietandos do meu amigo físico, e meu outro amigo, o químico, estava, assim como eu, assistindo à apresentação. Ao final da apresentação, na parte dos comentários e perguntas, surge (já não me lembro o motivo) a questão da redutibilidade dos fundamentos da química aos princípios fundamentais da física. Infelizmente não posso especificar melhor os argumentos que então eram apresentados, já não me lembro. Lembro, porém, que o meu amigo físico afirmava e defendia enfaticamente a redutibilidade da química à física. Imediatamente me opus a esta ideia, e disse, que mesmo sem conhecimento dos detalhes, não acreditava que a química fosse redutivel à fisica e mencionei que a existência de um campo de investigação como a filosofia da química deveria tratar desta questão de maneira menos dogmática. Fui questionado a respeito da existência de tal campo de investigação e meu amigo químico pareceu, de certa forma, satisfeito com a ideia da redutibilidade. Incrédulo e fiel ao meu principo de que é preciso se duvidar de tudo, não com uma dúvida metódica, mas sentí-la como necessária para a garantia do conhecimento (Kierkegaard), insisti que não era possível tal redução. Os argumentos um tanto enfáticos e definitivos de meu amigo, autoridade para mim no terreno da física, além da postura circunspecta de meu outro amigo, autoridade para mim no terreno da química, não me pareciam suficientes, muito menos convincentes. Minha conclusão, então, na época, era: precisamos investigar esta questão mais de perto, consultar algumas fontes e procurar saber o que pensam aqueles menos comprometidos com a certeza da redutibilidade de uma pela outra.

Obviamente, eu não tinha condições de perseguir esta questão, mas lembro que cheguei a enviar aos meus dois amigos o link de uma referência tratando dos fundamentos da química, disciplina que se intitulava por filosofia da química, uma disciplina com sua prórpia sociedade internacional na International Society for the Philosophy of Chemistry, além de vários meios de publicação como por exemplo, Hyle: International Journal for Philosophy of Chemistry, ou a revista Foundations of Chemistry.

Eis que agora, todos estes meses depois, encontro este abstract tratando exatamente desta questão
"La controversia acerca de la relación entre química y física" de Martín Labarca (Universidad Nacional de Quilmes). Labarca desenvolve seus argumentos, neste e em outros artigos (p.ex. na revista Foundations of Chemistry, vol. 7, nº 2, p. 81-92, juntamente com Olimpia Lombardi "The ontological autonomy of the chemical world"), em defesa da autonomia epistemológica e ontológica da química. O abstract de seu artigo diz:
Sobre la base del espectacular éxito predictivo de la mecánica cuántica se impone la idea de una total dependencia teórica de la química respecto de la física: los fenómenos químicos serían, en última instancia, fenómenos físicos, que son estudiados por una disciplina diferente a la física sólo debido a su extrema complejidad, pero no porque no sean teóricamente irreducibles a ella.
Frente a este supuesto muy difundido en la comunidad científica y filosófica, la más frecuente línea de argumentación propuesta por los filósofos de la química para defender la autonomía de la química y la legitimidad de su propio campo de investigación filosófica, es la que enfatiza la imposibilidad de reducción epistemológica de la química a la física. Si bien los argumentos particulares difieren entre sí, todos los autores concuerdan en considerar que las leyes y los conceptos de la química no pueden derivarse de los conceptos y las leyes de la física cuántica.  Sin embargo, la reducción ontológica suele no ser puesta en duda: cuando se las analiza en profundidad, las entidades químicas no son más que entidades físicas.
Se instala así el debate: por un lado, los físicos y la mayor parte de los químicos cuánticos conciben a la química como una rama especial de la física; por el otro, los químicos generales y los filósofos de la química defienden la autonomía de la química rechazando la reducción de las leyes y conceptos químicos en términos cuánticos.
Sólo muy recientemente una nueva generación de filósofos de la química ha comenzado a desafiar esta concepción tradicional acerca de la relación entre química y física.  Estos autores no sólo rechazan la reducción epistemológica de la química a la física, sino que comienzan a cuestionar la supuesta reducción ontológica desde distintas perspectivas filosóficas.  En consecuencia, la controversia parece haber ingresado en una etapa de refocalización, al incorporar nuevos argumentos filosóficos que abordan el status de las entidades y regularidades del mundo químico desde una perspectiva ontológica, lo cual permite revertir la tradicional jerarquía de las ciencias naturales que ubica a la física al tope de la misma. 
El objetivo del presente trabajo consiste en analizar este debate desde un punto de vista conceptual, a la luz del modelo propuesto por Oscar Nudler acerca de la dinámica de las controversias científicas y filosóficas.  Este análisis permitirá identificar las nociones centrales del modelo en el caso particular de esta controversia, así como reconocer la transformación que ha sufrido la misma durante los últimos años. En particular, se argumentará que dicha transformación puede conceptualizarse como un proceso de refocalización que incorpora nuevas perspectivas y dimensiones a la controversia original.
Labarca tem ainda publicado o artigo "La relación entre la química y la física: origen y vigencia de un espacio controversial", no livro Espacios controversiales. Hacia un modelo de cambio filosófico y científico (Miño y Dávila Editores, 2009), do filósofo chileno Oscar Nudler [o qual receberá, em breve, uma edição em língua inglesa publicado na série Controversies, editada por Marcelo Dascal].

A minha conclusão é a de que não podemos ter ainda tanta certeza assim de que a química seja uma ciência redutivel à física. Não tenho como explorar mais a fundo esta questão, além de indicar estas referências. Acredito assim que as certezas a respeito da redutibilidade da química pela física não possam ser tão categoricamente afirmadas e definitivamente garantidas. Isto é o que parece mostrar o abstract de Labarca. Contudo, maiores aprofundamentos são necessários (p.ex. ler outras publicações a este respeito, além do trabalho de Labarca, como o livro Of Minds and Molecules: New philosophical perspectives on chemistry editado por Bhushan e Rosenfeld (OUP, 2000).

Mas por que afinal é importante esta questão da redutibilidade química, para além da minha tentativa de apontar para a dúvida a respeito de sua certeza? Parece-me que este é apenas um dos exemplos possíveis a serem explorados contra as certezas do poder reducionista que a física supostamente apresentaria. Este pequeno exercício de dúvida poderá talvez se estender às tentativas de redução pela fíísica, além da química, também à biologia, à psicologia e (por que não) à linguística.

sábado, 26 de março de 2011

Proposta de investigação

"August Schleicher, the First Controversialist in Linguistics"

- Schleicher intended to promote a naturalistic turn in the study of language:
- Naturalistic in Schleicher context meant empirical and historical;
- He polemicized against the classical philological approach to the study of language that had been developing in indo-European linguistics since at least the ideas of Schlegel:
         - 
- Then Schleicher adopted from his friend Ernest Haeckel the Darwinian perspective on evolution, proposing that language was the natural object that could satisfy the so called ‘missing link’;
- Schleicher developed the branching method, the tree diagramming method to represent the genetic relationship among languages;
- In a sense it was Schleicher who originated the biological approach to the study of language;


Some questions:

How e why does a controversialist attitude emerges in a scientific discipline at the same time defining it and making it a science?
            -Maybe some answers will be find starting from the transformations occurred to the argumentative forms at the end of the 19th century (see Plantin);
         - This same fact is directly related to the opposition linguistics and philology;

Some ideas:
A controversialist is not a natural born kind, it is allowed by its context.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O último resumo da tese

Os debates a respeito de questões polêmicas, sejam de natureza conceitual, metodológica, ou outra, constituem, ao longo da história do desenvolvimento do conhecimento linguístico, um dos motores da inovação conceitual e da mudança teórica em linguística. Estes eventos de mudança podem ser interpretados e compreendidos a partir da análise das práticas argumentativas dos indivíduos envolvidos nas atividades de investigação e de elaboração de teorias linguísticas devidamente situadas em seus contextos históricos, culturais e epistemológicos.
Sob esta perspectiva, o trabalho científico sobre a linguagem se constitui, fundamentalmente, pela elaboração, desenvolvimento e avaliação de propostas teóricas e analíticas, as quais, por sua vez, irão constituir os programas de investigação, as tradições e as tendências de pesquisa. Os eventos de inovação conceitual e mudança teórica são, para fins analíticos, reconstruídos, em parte, pela interpretação histórica e cultural do contexto em que ocorrem e, em parte, pela interpretação dos usos dos argumentos utilizados pelos participantes em suas estratégias argumentativas de proposta, justificativa, crítica, avaliação e defesa de suas teorias. Toda proposta teórica/analítica é, sempre, em maior ou menor grau, uma resposta a uma teoria anterior já sedimentada.
O método analítico utilizado para a identificação, descrição e avaliação destes eventos polêmicos é a teoria das controvérsias. Este método se fundamenta em uma tipologia que orienta a interpretação das estratégias argumentativas utilizadas pelos participantes em um debate. As práticas argumentativas implementadas nestes debates são, por sua vez, estruturadas pragmaticamente, sendo que, devido à sua forma de funcionamento, caracterizam-se como eventos linguísticos dialógicos. A interpretação pragmática da interação comunicativa que estrutura os debates científicos funciona como modelo e instrumento de análise das interações polêmicas concretas. Em grande parte das vezes, o modo de expressão do conhecimento teórico é tão importante quanto aquilo que é efetivamente dito sobre o objeto de investigação em questão.
O objetivo específico da proposta é a reavaliação da polêmica da semântica gerativa, a qual, muitas vezes, tem sido caracterizada, simplesmente, como um evento irracional. Ou, ainda, em alguns casos, do ponto de vista historiográfico, por exemplo, a semântica gerativa tem sido considerada como uma tendência de pesquisa concorrente a qual, no contexto do debate sobre o conceito de estrutura profunda, teria sido refutada pelo programa oposto, a chamada semântica interpretativa. Pelo contrário, como todos os outros eventos polêmicos na história da linguística, esta polêmica possui sua racionalidade específica, característica comum a todos eventos de desacordo teórico. Esta reavaliação possibilita, além da reconstrução do percurso de desenvolvimento do conceito de estrutura profunda, a reinterpretação da história da reflexão semântica em gramática gerativa. O objetivo geral da investigação é o de introduzir o estudo dos debates científicos na atividade de interpretação metateórica em linguística, a fim de contribuir ‑ dado a carência de reflexão sistemática desta natureza em linguística ‑ para o estabelecimento dos rudimentos de um programa de investigação em história e filosofia da linguística.
Dentre as tentativas de elaboração de uma abordagem sistemática de estudo a respeito dos fundamentos da mudança teórica e conceitual em linguística, muitas das abordagens meta-analíticas propostas ‑ seja de natureza historiográfica ou metodológica ‑ têm se mostrado ineficientes na resolução de determinados impasses teóricos e metateóricos que resultam da polarização de posições metodológicas estritas. A teoria das controvérsias fornece a possibilidade de uma interpretação despolarizante em relação a estas alternativas metodológicas.
Os resultados alcançados apresentam-se na forma de um ganho cognitivo complexo. Este envolve desde a percepção da influência e do valor da reflexão metateórica para a teoria e análise linguísticas até a compreensão de dois dos fatores fundamentais na mudança teórica e conceitual em linguística, a saber, a interação dialógica e a argumentação dialética. A compreensão destes conduz ainda à elucidação da natureza, forma e funcionamento dos argumentos utilizados na construção de teorias linguísticas. Como resultado adicional apresento a descoberta e o funcionamento de um novo tipo de implicatura, as chamadas implicaturas polêmicas.

Palavras chave: controvérsias, gramática gerativa transformacional, mudança do conhecimento em linguística, história e filosofia da linguística, componente semântico, estrutura profunda, argumentação dialética,