Há quatro dias da defesa, aqui estou em Bauru/SP participando do GEL. Voltei a reencontrar com o Marcelo (Dascal). A conferência de abertura dele, sobre a pragmática, não poderia ser melhor caracterizada do que se fosse classificada de dascaliana. Na platéia, uns gostam (acham ele engraçado), outros não gostam (acham ele arrogante), e aqueles que tem a paciência para não gostar nem desgostar, procuram entendê-lo de modo crítico. Este é o meu caso. Pratico a paciência de aprender a ouví-lo, e ele diz muita coisa relevante. Não é um linguísta comum, nem um filósofo comum. Uma das coisas que mais gosto no que ele diz é seu aspecto anti-dogmático, de desfazedor de certezas.
Aqui em Bauru, tbm tive a oportunidade de conhecer pessoas de outras universidades, principalmente paulistas. De São Carlos conheci o Prof. Baronas, que organiza a revista "Linguasagens", muito bem organizada e cheia de informações e novidades. Confesso que é uma visão da linguística que não tinha contato fazia um tempinho, a dos saussureanos. Encontrei na Linguasagens dois artigos tratando de uma certa filosofia da linguística saussureana: Signori & Baronas "Filosofia da Linguística: Três Saussure(s)?" e Oliveira "A filosofia da linguística e a crise no paradigma científico: Contribuições saussurianas e bakhtianas". Em uma ocasião seguinte, farei alguns comentários à perspectiva de 'filosofia da linguística' que estes autores elaboram em seus artigos.