Vou iniciar esta seção do blog dedicada à tradução com a idicação desta resenha que o linguísta Mário Perini fez da seguinte publicação:
STÖRIG, Hans Joachim (2003) A Aventura das Línguas – Uma História dos Idiomas do Mundo. Tradução de Clória Paschoal de Camargo, atualizações de Saulo Krieger. São Paulo: Melhoramentos (269 páginas).
A resenha de Mário Perini pode ser encontrada no seguinte link:
Além da relevância do tema da divulgação científica da linguística, muito bem abordado e criticado pelo autor da resenha, o tema da tradução também é do interesse deste blog (meta-teoria da tradução e pragmática da tradução são duas dentre as questões de interesse). Contudo, esta questão (a tradução) ficou de fora das considerações do resenhista. Curiosamente, ele aponta problemas na elaboração da publicação que podem, quase certo que sejam, relativas à problemas de tradução. Não vou entrar em detalhes agora, prometo para um post seguinte entrar nestes detalhes. Por enquanto indico apenas a leitura do texto da resenha e sugiro a reflexão sobre a questão da divulgação científica da linguística (tanto no mundo como no Brasil). O mercado editorial, muito bem fornecido de publicações de divulgação científica, com traduções de obras em áreas como a física e a biologia, estas duas em especial, carece enormemente de publicações na área da linguística e relativas à linguagem. Uma das conclusões de Perini, sobre o livro de Störig, é que este faz um desserviço à divulgação da linguística.
No Brasil, até o momento, além de uma boa parte da produção nacional na área ser de autores especializados que atuam também na universidade, publicações que são bastante usadas nos cursos de graduação em letras, temos apenas traduções do Steven Pinker, que apesar de seus livros imponentes (há ali uma qualidade que é preciso admitir) fornece apenas uma perspectiva bastante parcial sobre a questão da linguagem em relação aos debates contemporâneos a respeito da natureza da linguagem e da forma adequada de tratá-la.
Aproveito a oportunidade para mencionar um dos debates suscitados por apenas uma das publicações de Pinker, me refiro ao livro The Language Instinct: How the mind creates language (título em português: O Instinto da Linguagem: Como a mente cria a linguagem. Traduzido por Claudia Berliner e publicado pela Martins Fontes em 2004). Refiro-me à publicação de The 'Language Instinct' Debate do linguista Geoffrey Sampson, ainda sem tradução para o português. A tradução deste volume para o português seria uma boa chance de contribuir para a ampliação da divulgação científica da linguística com qualidade e de uma perspectiva dialógica (ver o título do livro do Sampson).
**Informação interessante de última hora:
No Brasil, até o momento, além de uma boa parte da produção nacional na área ser de autores especializados que atuam também na universidade, publicações que são bastante usadas nos cursos de graduação em letras, temos apenas traduções do Steven Pinker, que apesar de seus livros imponentes (há ali uma qualidade que é preciso admitir) fornece apenas uma perspectiva bastante parcial sobre a questão da linguagem em relação aos debates contemporâneos a respeito da natureza da linguagem e da forma adequada de tratá-la.
Aproveito a oportunidade para mencionar um dos debates suscitados por apenas uma das publicações de Pinker, me refiro ao livro The Language Instinct: How the mind creates language (título em português: O Instinto da Linguagem: Como a mente cria a linguagem. Traduzido por Claudia Berliner e publicado pela Martins Fontes em 2004). Refiro-me à publicação de The 'Language Instinct' Debate do linguista Geoffrey Sampson, ainda sem tradução para o português. A tradução deste volume para o português seria uma boa chance de contribuir para a ampliação da divulgação científica da linguística com qualidade e de uma perspectiva dialógica (ver o título do livro do Sampson).
**Informação interessante de última hora:
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