A respeito do meu objeto de investigação, desenvolvo o projeto de doutorado em história e filosofia da lingüística, minha reflexão trata da historiografia a respeito da concepção de 'revolução' em lingüística gerativa e minha perspectiva considera a teoria das controvérsias como fundamento teórico metodológico. No que diz respeito à abordagem pragmática, venho buscando desenvolver a relação desta com sua teoria das controvérsias, tema que Marcelo Dascal tem explorado em artigos como "Epistemology, Controversies, and Pragmatics" (1995). Você encontra este artigo diponível na página do filósofo (veja a relação de links interessantes ao lado).
O título do meu projeto de tese pode ajudar a esclarecer o contexto de investigação a que me refiro: "Chomsky Historiador: Revolução Científica, História da Lingüística e Controvérsias (Estudo da construção historiográfica no contexto do gerativismo lingüístico e suas implicações para a história e filosofia da lingüística)".
Aqui vai uma reflexão introdutória que poderá servir como base geral para um abstract: fazer história da lingüística já não parece mas ser atividade investigativa que tenha que ser justificada de forma a ter que se considerar como exterior à atividade analítica e descritiva que se entende como legítima em lingüística. Isto é, por caracterizar-se como atividade de investigação interdisciplinar, ela foi durante bastante tempo vista como não relevante para a investigação da natureza da estrutura lingüística. Penso especialmente naquela forma de reflexão histórica que se constituiu principalmente a partir do século XX, quando a análise das estruturas lingüísticas passou a se considerar 'científica', propriamente. Parece que este movimento de independência teórico-descritiva fez justamente excluir de seu contexto de reflexão a consideração histórica dos fenômenos por ela abordados. Anteriormente a este movimento, a reflexão histórica caminhava muitas vezes junto com a reflexão 'científica', quando havia uma. Somando-se a isto, o movimento de cientificização ocorrido a partir do século XX incluiu em sua elaboração teórica fundamentos epistemológicos muitas vezes tomados como pressupostos, sem explicitá-los, deixando implícitos os fundamentos filosóficos sem os quais não poderia adiantar elementos para a construção de teorias descritivas.
Rodrigo,
ResponderExcluirAchei o teu abstract pouco incisivo. Senti falta da asserção contundente do teu tema.
Agora que posso te ler, acho que também vou passar a publicar minhas reflexões inconclusas. (ahahah, queria poder dar este título à tese!!!). E, assim poderás, também, fazer críticas antipáticas ao meu abstract. :)
Fiz o blog This sentence has thirty three letters . Mas, na verdade, o WordPress me pareceu uma merda... "narciso acha feio o que etc. etc.".
Abraço,
Rodrigo
PS.: Pedido de leitor: podes fazer uma breve explicação da teoria do Dascal?